Gosta de mistério e histórias macabras? Ache um hotel assombrado para passar as próximas férias.
Esse site é ótimo, ele separa os hotéis “de brinks” dos que realmente são assombrados no USA. Já o Haunting Breaks reúne os melhores lugares do Reino Unido para, segundo o site, não descansar em paz.
Se você prefere passar medo no conforto da sua casa, tudo bem, indico alguns filminhos de terror para viajantes:
Psicose
O filme original sobre hoteis do mau. Classico de Hitchcock, resume a essencia do terror em poucas notas musicais.
O iluminado
Um escritor aceita uma oferta de trabalhar como caseiro de um enorme e exilado hotel durante a tempora da de inverno. Após de mudar com sua famila para o prédio deserto, coisas estranhas começam a acontecer…. É antigo, não dá medão, mas é um clássico. Baseado em um livro do Stephen King, dirigiro pelo Kubrik, estrelado pelo Jack Nicholson e a Olivia Palito (mesmo).
1408
Um jornalista faz a vida visitando hoteis assombrados e revelando a verdade por trás deles em seus livros. Sua próxima parada é o quarto 1408 de um grande hotel, famoso por seu quarto assassino. Também baseado em um livro do Stephen King (oi obsessão), estrelando o John Cussack.
O albergue
Eu não curto muito esses filmes estilo gore, mas é pra por medo em turistas. Aposto que a Eslováquia não ficou muito feliz com esse filme…
Turista
Na mesma vibe turistas morrem loucamente, só que nosso querido Brasil. Geografia e bom senso não existem e você vai passar mais vergonha alheia do que medo, mas tem quem goste.
Snakes on a motherfucking Plane
Pior do que um ataque de cobras venenosas, é um ataque de cobras em um avião. E é basicamente isso, o título já diz tudo. Não dá pra levar muito a sério, mas serve pra passar o tempo com o Samuel L. Jackson falando móderfuquer a cada dez segundos.
#bonus pra anna: dizem que o Edificio Martinelli, em São Paulo, é assombrado por uma mulher loira sem rosto, que vaga pelo prédio durante a noite. ui!
Esse mês contei pra vocês sobre como é procurar um apartamento em Milão, e hoje vou contar um pouco sobre as faculdades e escolas de lá.
Bom, eu estudei no Politecnico di Milano e fiz um intercâmbio com minha faculdade daqui, a UFPR. Na época estavam abrindo o convênio, e como quem foi atrás de todos os documentos e cartas e o diabo a quatro fui eu e mais dois amigos, nem precisamos passar por processo seletivo. Esse convênio tem vaga para 3 pessoas apenas, e apesar de dizerem que era só de 6 meses, quando chegamos na Itália descobrimos que a possibilidade era de 1 ano. Imagina o xunxo que deu e toda a burocracia que tivemos que passar para acertar isso, já que fomos com visto e contrato para 6 meses e depois o Polimi deu abertura de 1 ano e foi todo um stress com a faculdade daqui.
Acho que agora isso já está mais certinho e mais esclarecido, mas nós que fomos os primeiros passamos por alguns desentendimentos, burocracias e chatices. Se agora está tudo de acordo entre as duas faculdades, agradeçam a nós, próximos alunos intercambistas.
Mas tá, passado todo o drama, a faculdade é o máximo. O mais legal é que você ter liberdade pra fazer a matéria que quiser, no campus que quiser, do curso que quiser. Sou designer gráfico e gosto muito de moda, logo, escolhi matérias dos dois cursos.
Enquanto a Itália manda super bem em design de produto e moda, achei a parte de gráfico meio fraca. Assim… esperava mais dos trabalhos do pessoal, não que as aulas sejam ruins, só pra constar. Eles são bem exigentes lá na faculdade, e a maioria das aulas é integral, das 9h15 às 18h15, mas como muitas vezes tem só acompanhamento de projeto, você não precisa ficar lá o dia todo, vai só na hora de falar com o professor.
O que eu achei engraçado – e isso mais na parte de moda mesmo – é como eles são competitivos e um quer derrubar o outro. Juro, é impressionante. Nas matérias que fiz de moda, não fiz nenhum amigo, e eram todos bem cuzões assim e querendo ser sempre melhor que o outro… já nas matérias de gráfico e em workshops, a galera é bem mais normal e conversam com você e tal. No começo achei que eu que não me encaixei na turma, mas depois conversei com outras pessoas que acharam a mesma coisa. Ufa, eu não era a anormal!
Enfim, de modo geral, as aulas são bem legais e os projetos bem interessantes, principalmente porque eles tem parceria com diversas empresas e você acaba desenvolvendo coisas que são apresentadas para o pessoal da empresa mesmo, ou seja, megas oportunidades né?
Sobre os professores, é eles são meio fechados, bem “severos” em alguns momentos e não são como aqui, que ficam amigos do pessoal. São poucos os mais acessíveis, geralmente os mais novos. Ah, e cada matéria tem no mínimo 3 professores – estranhei isso -, cada matéria meio que se divide em temas e também tem vários assistentes, principalmente nas de projeto. De certa forma é confuso, você nunca sabe com quem falar para tirar dúvida ou perguntar algo. E não se engane, tem assistente que é muito mais brabo que o professor. Eu fazia uma matéria que tinha pavor total de uma assistente e no caso, de uma professora (vai ver porque ela era ex-estilista da Etro e era fodona e uma coisa meio “o diabo veste Prada”, sabe?).
O Polimi tem workshops uma vez por semestre, o que é muito legal. Ninguém é obrigado a fazer, e muita gente usa a semana como férias. Mas o bom é que serve já como créditos de aula e você conhece bastante gente. São vários e você pode escolher qual quer fazer, mas é uma semana intensa de projeto que você provavelmente vai rodar várias noites pra terminar tudo.
Não comentei ainda que a faculdade é tipo ultra moderna. A faculdade não, o campus de Arquitetura e Design, porque o de Direito que é no centro da cidade é um prédio bem antigo. A que estudei era bem novinha e era uma coisa meio Mondrian. A biblioteca era um sonho e tinha ainda uma biblioteca inteira SÓ de moda (pra você ver como eles valorizam isso lá). De certa forma o campus era um pouco frio, muito tecnológico, sei lá. Eles também tinham oficinas para o pessoal de produto e nossa, fui uma vez lá e tinha tipo TUDO de material e ferramentas… e claro que tinham salas de costura e estúdios de fotografia e vídeo. Igual aqui. Hahaha.
Mas não é só o Polimi que existe lá, pelo contrário, tem muito lugar legal para estudar. Ainda nesse quesito design-moda tem o Istituto Europeo di Design, vulgo IED e o Istituto Marangoni. As duas escolas são conhecidíssimas por lá, e são mais elitizadas.
O IED tem cursos de três anos, um ano, 6 meses e os de verão, de 1 mês. Eles tem sede em várias cidades: Roma, Torino, Venezia, Cagliari, Firenze, Madri, Barcelona e São Paulo. Em Milão tem mais de uma sede, os cursos se dividem para não ficar tudo apinhado. Para saber os valores é preciso entrar em contato com eles, mas já sabe né? Não é nenhuma bagatela.
Conheci um professor que dava aula em Roma, e ele me disse que pelo menos no sul da Itália, era a melhor escola da área. E também conheci o diretor do curso de design de produto de Milão, que fala português e ajuda a ministrar o IED de São Paulo. Ele é super querido e simpático, mostrou toda a escola e contou como funciona tudo por lá.
Já o Marangoni é ainda mais elitizado que o IED. Tipo… muito elitizado, inclusive. Os preços são beeeem salgados, um master em Milão (curso de 1 ano) custa apenas 23.500 euros. Oi? Então, é tenso. Acho que a escola é sim muito boa, mas ai… é muito caroooo! Lá a maioria dos estudantes são italianos mega ricos e japoneses também mega ricos.
Essa escola tem sedes em Milão, Paris e Londres, e todos os preços estão no site, já de cara pra você leva rum susto. Haha. E tá que em Milão a escola fica perto da onde? Do Quadrilátero da Moda, só o lugar mais chique da cidade.
Outra Universidade muito boa de lá é a Cattolica del Sacro Cuore. O campus fica logo ali do ladinho do Duomo, bem de fácil acesso e em um prédio histórico também. A Sacro Cuore tem sede em Roma, Piacenza e Cremona, Brescia e Campobasso.
Eles tem cursos de graduação, pós, cursos de língua, pesquisa, doutorados, cursos de verão… várias opções. Não é uma faculdade com renome em design como as outras, mas sim em Direito, Economia… área mais business mesmo.
Outra faculdade pra você dar uma olhada é a Bocconi. Eles também são mais da área de business e é dividia em 5 escolas:
Tem de curso de graduação até pós e doutorados. Eles ainda fazem algumas parcerias com o Polimi, e algumas matérias tem aulas ministradas na sede da Bocconi e vice-versa. Interessante isso, pois você acaba conhecendo mais gente. Infelizmente não peguei nenhuma matéria que tivesse isso, mas algumas amigas me disseram que foi bem legal.
A última escola que vou falar aqui é a de Bellas Artes di Brera. Como o nome já diz, é uma escola de arte que fica em Brera – um bairro super legal lá de Milão – em um prédio histórico super bonito também.
Os cursos são pagos, mas são valores mais simpáticos, tipo 800 euros, nada como os preços estratosféricos do Marangoni.
Todas as escolas tem programas para estudantes estrangeiros, é só ir atrás e ter paciência, porque a burocracia é um troço bem chato mesmo. O IED e o Marangoni tem preços diferentes para nós, extra comunitários, é sim, são preços mais altos, legal né? Enfim, sempre surgem programas de bolsa, o IED tem bastante, a pegadinha é que pra conseguir manter a bolsa durante todos os anos de estudo você tem que sempre tirar nota acima de 28 (sendo o máximo 30). Ééééé, meu filho, bora estudar!!
Não é todo mundo que gosta de música estrangeira, tirando os óbvios americanos-ingleses, claro.
Eu confesso que não sou muito de ir atrás de novos cantores, ainda mais em outras línguas. Mas uma coisa que faço sempre é trazer coisa nova de lugares que visito. Acho que fica mais gostoso de ouvir, tem mais significado, traz lembranças e tudo o mais.
Nunca tinha percebido como tenho músicas que “trouxe de viagem” no meu Winamp, mas esses dias estava dirigindo e no cd só tinha música estrangeira, por isso pensei em fazer este post.
Obviamente as músicas estrangeiras que mais escuto – sem contar aqui músicas em inglês, essas não valem ok? – são as italianas. Por ter morado em Milão, elas me trazem ótimas lembranças, seja porque tocavam quando eu estava lá ou só por causa da língua mesmo, que gosto de ouvir para manter um certo contato.
Itália
O cantor que mais me lembra da vida de lá é sem dúvida Luciano Ligabue, além de ser super conhecido e suas músicas tocarem o tempotodo nas rádios, lojas e tv do país, tem uma música em particular que foi lançada enquanto estava lá. Dá até uma emoção escutá-la quando estou aqui.
Outra italiana que me lembra muito de lá, e a Giorgia. Comentei aqui que vi um show dela no Ano novo em Roma.
Outro dia um amigo ainda me mostrou um outro cantor que estou gostando bastante, e mesmo não tendo ouvido enquanto estava lá, é uma delícia ouvir o sotaque romano de Daniele Silvestri:
França
Acho músicas francesas bonitas também, mas como tenho uma certa aversão à França, não faço mega questão de ouvir. Na realidade acho Edith Piaf um clássico obrigatório, mas não são todas as músicas que são boas de ouvir. A mais conhecidinha eu acho que é “Non, Je ne regrette rien”, e é ela que vou colocar aqui para representar esse ícone da música francesa:
Outra que gosto de ouvir cantando francês – apesar de não ser francesa – é a Madeleine Peyroux, uma coisa mais moderna que Edith. Aposto que todo mundo conhece ela, só não está ligando nome a pessoa. A Made canta a famosa “Smile” e “I´m all right”, que já tocaram em zilhões de filmes.
Mas como a temática neste caso é França, gosto bastante dessa aqui embaixo, “La vie en Rose”, que por acaso é original da Edith também – mas gosto mais com a Madeleine – :
Escuto também algumas músicas da maluca Yelle. Na real conheci as músicas dela na Itália, mas ela é francesa e tal e me lembra a França, obviamente. Acho que a mais famosa dela é a “À cause des garçons” – a causa dos garçons, não, brincadeira -. Aposto que você também já ouviu:
Argentina
Já que música francesa não é meu forte definitivamente, vamos falar do tango. Ahhhh como eu amo. Tenho vários preferidinhos, e não é só por me lembrar da Argentina, mas porque realmente gosto de ouvir as milongas.
Das bandas que escuto a que mais gosto é Otros Aires, um grupo de Barcelona! Acho as músicas mais dinâmicas e as misturas mais interessantes:
Já falei aqui no blog sobre as casas de tango argentinas, e mostrei algumas bandas que escuto, entre elas Gotan Project – a mais conhecida -, Bajofondo, Tanghetto e Carlos Gardel.
Ainda aqui, tem uma banda/música que me lembra Bariloche. Apesar de serem espanhóis, a banda La Oreja de Van Gogh é, para mim, sinônimo de Bariloche, neve e esqui, e é por isso que ela vai entrar na categoria “Argentina”, ok? Eles são popzinhos, e a música que eu coloquei aqui é vem velhinha e bonitinha:
Colombia
Gosto bastante de Juanes também, o colombiano hiper premiado. Acho que é um dos cantores de música em espanhol mais conhecido, né? Gosto bastante e apesar da música mais famosa dele ser “Camisa Negra” (se ainda não tinha lembrado dele, tenho certeza que agora lembrou!), vou colocar aqui outra que me encanta – como diriam eles -. A música é “Me Enamora”:
Acho engraçado que todo mundo acha ele lindo. Ahn… not. Eu passo. Haha
E já que estamos falando de Colômbia agora, não posso cometer a gafe de deixar Shakira de lado né? Sinceramente não curto ela cantando em inglês, acho que ela tem uma coisa forçada, sei lá. Não agrada muito meus ouvidos, prefiro ela cantando na madrelingua, espanhol.
Mas como agora ela só tem música nova em inglês, vou ser obrigada a deixar essa – e é legal porque dá pra rir desse vídeo velho também -:
Outro grupo colombiano que é bem legal é o Aterciopelados. O grupo é de rock-alternativo e o vocal é bem forte. Acho bem diferente:
México
Ainda nessa vibe música em espanhol, conheci vários artistas mexicanos muito legais, e claro uns tipo mariacchis que não é que tenham música boa, mas é tão temático que é engraçado de ouvir.
Começando pelas boas, adorei conhecer Telefunka, um grupo de Guadalajara que faz música electro-acústica. Bem interessante. Olha/escuta essa versão de “Besame Mucho”:
Outro grupo mexicano muuuito conhecido é Mana. O grupo é de Guadalajara também, e eu acho que dispensa comentários né?
Uma cantora que merece uma atenção e digo isso porque realmente merece, é Julieta Venegas. Ultimamente ela está mais conhecidinha, e as música são realmente bem legais. Na realidade ela nasceu nos EUA, mas é de família mexicana e foi pro país iniciar sua carreira. Já ganhou 2 Grammy Latino. Quem não conhece, tem que conhecer djá:
(essa é uma das minhas música preferidas inclusive)
Na categoria México meio brega, tem Selena, uma cantora hiper famosa que foi assassinada. A história dela virou filme, e a cantora foi interpretada por J.Lo – no começo da carreira -. Olha que jacuzinha, mas ahhhh… me traz lembranças, ok?
E ainda tenho aqui várias bandinhas de cumbia, maricchis e derivados. No caso é mais engraçado do que efetivamente bom. Dentre eles tenho – os nomes são ótimos também: Banda Machos, Banda el Recordo, Control Machete, Grupo Cañaveral, Don Omar, Los Alegres de la Sierra, Los Dominicanos, Tito Gomez entre outros. Nem vou por nenhuma música aqui pra não assustar tá? Se tiver coragem, joga no youtube.
Espanha
Ainda não fui para a Espanha, mas tenho que colocar aqui uma banda que além de me fazer pensar no país, é mega conhecida e não quero que ninguém brigue comigo por não os colocar no post. Quem? Gipsy Kings! A banda foi formada originalmente na França, pois as famílias (duas) fugiram pra lá na época da Guerra Civil Espanhola. São ciganos que tocam rumba flamenca – caso alguém aqui nunca tenha ouvido – e regravaram algumas músicas famosas como “Nel blu dipinto di blu”, que ganhou o nome de “Volare”.
É ela que eu deixo aqui pra vocês:
Todos os lugares tudo junto misturado
Criei essa categoria pra falar de uma banda multiétnica, Gogol Bordello. A banda foi formada em NY, mas a galera (uma galera de gente mesmo) é um giro pelo mundo. Os integrantes são de: Ucrânia, Rússia, Israel, Etiópia, Flórida, Tailândia, China, Escócia, Equador, Armênia e Japão. Tá bom pra você isso?
Eles tocam um tipo de Gipsy Punk, traduzindo: mistura pura.
O vocalista é ucraniano, então mesmo quando ele canta em inglês fica uma coisa beeeem diferente. E ele ainda mistura frases em ucraniano e o resultado fica bem interessante, escuta só:
Obaaaa! Terça feira comentei aqui que chegaram minhas etiquetas da KLM, certo? Certo. E daí que eu tinha mandado fazer dois modelos e estava com “medo” que só viesse um deles.
Mas daí que chegou ontem lá em casa a outra etiqueta! Fiquei feliiiiiz, ainda mais por essas são personalizadas do blog.
Prometi fazer um post com mais dicas de Buenos Aires para orçamentos curtos, então vamos lá!
Esse já é um destino bom para quem está com poucas moedas no porquinho. Com a desvalorização do peso argentino, passar uns dias nas terras dos nossos vizinhos portenhos ficou mais barato. As facilidades de entrada, por causa do Mercosul, também ajudam. Não é preciso visto, nem passaporte, só o RG emitido a menos de 10 anos. Tranquilo assim, sem taxa, sem entrevista, sem perder horas na fila pra fazer/renovar seu passaporte… não é a toa que a gente gosta tanto de falar de lá, é uma viagem linda e fácil.
Essa primeira parte cobre o básico: transporte, dinheiro e hospedagem.
#Transporte
Eu e a Anna já comentamos sobre o sistema de transporte, mas vale reforçar alguns pontos. Taxi e onibus turistico são duas opções boas, rápidas e confortáveis, mas não as mais baratas. Metro é uma ótima opção – a tarifa é de 1,10 pesos, as linhas percorrem boa parte da cidade e a maioria dos guias traz um mapa da rede completa.
O sistema de ônibus funciona bem. Não se assuste a primeira vista – eles são mais moderno por dentro do que você espera. Os guias de viagem não costumam trazer as linhas de ônibus, mas você pode comprar um guia especifico por uns 2 pesos na maioria das bancas. Se você pretende fazer desse seu meio de tranporte, vale a pena comprar. São várias linhas, diversos números, cada uma faz uma rota específica… complicadinho, mas dá pra se virar.
Cada onibus tem um número e o ponto de partida e o final descritos na frente e lateral. Não há cobrador, então ao entrar no ônibus você diz para o motorista o seu destino e ele te informa quanto é o trecho da viagem. Você retira seu ticket em uma maquina que, friso, só aceita moedas. Eles são bem chatos com isso… é um sacrifício trocar dinheiro, mas faça-o antes de embarcar.
Para ir e voltar do aeroporto a cidade você tem também algumas opções:
Taxi convencional, com bandeirada, o preço vai variar com o trânsito.
Remise – um taxi não oficial e que combina o preço com antecedência – pode sair mais em conta, por volta de 100 pesos a viagem. Cuidado na hora de escolher… melhor contratar algum dos serviços que tem guiche no próprio aeroporto, regulamentados, pra não ter risco de cair em esquema. Escolhi um dos guichês ao lado do Banco dela Nacion Argentina, por 110 pesos. Tranquilo.
Ônibus vip – algumas dessas companias de remise oferecem ônibus especiais. Sai mais barato que um remise, mas demora um pouco mais.
Ônibus convencional. A não ser que você tenha MUITA certeza de para onde está indo e qual linha pegar, não recomendo essa última, mesmo sendo a mais barata. Você está com suas malas e, provavelmente, uma boa parte do seu dinheiro. Sempre bom tomar cuidado.
#Dinheiro
Uma das minhas dúvidas antes de viajar foi como levar/trocar dinheiro. Existem vários blogs falando a respeito e cada um vai te dar uma opção. Não sou expert em nada disso, mas vou contar a minha experiência, porque foi bem frustrante.
Li em vários lugares que uma das melhores maneiras de lidar com seu dindin era deixar na conta aqui e tirar lá em um caixa eletrônico. Falam para conferir qual a bandeira do seu cartão (Cirrus, Master, Visa) e achar um caixa eletrônico que aceite essa bandeira. Mesmo não sendo do mesmo banco, o saque será efetivado.
Ok, conferi meus cartões, liguei para a central de atendimento para saber as taxas cobradas e avisando que estaria fora do país – alguns bancos podem bloquear seu cartão por atividade suspeita caso não avise – depositei a quantia que ia levar e pronto.
Por sorte, levei um x em real, para trocar no aeroporto e pagar o remise+hotel e um x em dolar, por precaução. E foi muita sorte mesmo, porque nenhum dos 15 caixas eletrônicos nos quais tentei sacar funcionou. Até agora não entendi… o cartão estava liberado (consegui fazer pagamentos no débito), a máquina reconhecia minha conta, mas era impossível sacar. E ninguém do banco sabia o que fazer, então não faziam nada.
O sistema financeiro lá é bem capenga… os ATM são pré-históricos, com interface em DOS. A maioria dos estabelecimentos não aceita cartão de chip. Um Carrefour super central, um dos únicos supermercados da região, tinha uma única máquina de cartão para seis caixas rápidos.
O cambio, pelo menos, foi tranquilo. No aeroporto procure o Banco de la Nacion, que costuma ter as melhores tarifas. Fica meio escondido, a direita da área de desembarque, dentro do próprio aeroporto. Se precisar fazer um novo cambio já na cidade, esse mesmo banco tem sede logo em frente a Casa Rosada, em um prédio incrivelmente bonito, vale a pena entrar só pra ver.
CUIDADO com pessoas oferecendo cambios nas ruas. Cilada pura. Só troque seu dinheiro no banco ou em casas de cambio confiáveis. Pelo que vi, o de la Nacion ainda tem a melhor taxa.
Resumo: se quiser arriscar sacar dinheiro lá, leve uma quantia reserva para emergencias e desbloqueie seu cartão, já que compras no crédito e débito parecem funcionar melhor. E não esqueça de conferir as taxas administrativas do seu banco – cada um tem uma regra para saques no exterior.
#Hospedagem
Os hoteis/hostels mais baratos ficam na região do Microcentro e San Telmo, fato. E possivelmente eles serão prédios muito velhos, com poucas janelas e muito cheiro de cigarro. O meu foi assim e, quando voltei, olhei diversos hoteis da mesma faixa de preço e região no booking.com e os comentários eram todos os mesmos. Leve os comentários a sérios, eles costumam ser precisamente o que você vai reclamar depois.
Então você tem duas opções: pegar um hotel mais barato, sabendo dos riscos dele ser meio furebinha – no fim, não é pra ficar no hotel que você está viajando. Ou, se o hotel fizer muita diferença (ou você estiver viajando com pais, por exemplo), pague um pouco a mais e fique em algum hotel maior.