Cerro Monserrate

Em Bogotá não tem zilhões de pontos turísticos como tem em Londres ou Roma, mas os que tem são muito bons. Um deles que não pode ficar de fora do passeio, é com certeza o Cerro Monserrate.

Lá em Bogotá é tudo longe tá? Já fique sabendo. Não tem metrô e os ônibus são suspeitos demais. Vale a pena pegar táxi para ir de um lado pro outro, principalmente pra ir ali, que é fora do centro da cidade… fica em um cerro no pé de um parque.

Pra subir tem um bondinho, mas se quiser se aventurar a pé, super dá. O motorista do táxi nos contou que foi, a gente passou esta opção. Haha

Eu achei um pouco caro, cerca de R$ 17 pra ir e vir, mas pensando bem, é mais barato que o Pão de Açúcar e o Cristo né? Não sei se costuma ter fila nesse ponto, quando chegamos estávamos só nós ali na bilheteria e tinha um pequeno movimento de pessoas pra subir.

Já no início tem uma cachoeira com uma vibe meio vila dos duendes – eu achei – perdida ali. Só dá pra ver na entrada do bondinho.

A subida demora uns 5 minutos e é beeeeeem alto mesmo.

Lá em cima bate um frio forte e algumas pessoas podem sentir um pouco de vertigem. Bogotá já está super acima do nível do mar, e com este cerro você fica quase nas nuvens. Eu que sou fraca pra essas coisas, fiquei tranquila lá, mas talvez o frio tenha ajudado um pouco. Se fosse verão acho que sentiria mais a altura do lugar.

Tem uns restaurantes tops lá em cima. pra quem tem tempo e dinheiro, deve ser muito incrível almoçar/jantar lá né? Com toda a vista da cidade. Eles eram meio caros, mas fica a dica.

Se você não pode fazer uma refeição luxo, pode ver a vista absurda da capital colombiana. É muito bonito mesmo e me assustei com o tamanho da cidade: gigante. Já tinha percebido pelos trajetos de táxi que eram bem longos, mas lá de cima que temos uma percepção melhor.

Ali também tem uma igreja modesta, coisa de santuário né? Nada demais.

Bom, aí se você não ler este post, não vai achar uma feirinha logo atrás da igreja. Mas como vocês leem o Finestrino, agora sabem da dica. Há! Logo atrás tem 1 espaço e mais pra cima toda uma feirinha de souvenirs, com muitas coisas lindas colombianas. Exemplo: chaveiro de maconha e coca, chaveiro com besouros e insetos, instrumentos musicais super bons, mantas, gorros, etc.

E no fundão da feira tem uma “praça de alimentação” no melhor estilo churros e carne de rato pra se alimentar bem e ficar fortinho! Hahaha de boa, deu medo de ver umas comidas de lá.

Boatos que tem uma galeria de arte, mas olhamos ali e era só um túnel de pedra esquisito. ??? enfim.

Vale muito a visita ao cerro e você ainda pode aproveitar pra comprar todos os presentes dos amigos e parentes!

Anna

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31
jul
Murano

A gente fala de Venezia mas nunca lembra que em volta tem um monte de outras ilhas interessantes pra visitar né? Uma das minhas maiores tristezas foi não ter ido visitar a ilha de Murano (que na real é composta por 7 ilhas), ali do ladinho da minha cidade queridinha!

É em Murano que são feitos os objetos/bijuterias de vidro mais bonitos que eu já vi. Olha, na real confesso que os objetos de decoração são muitas vezes meio bregas, porque são muito coloridões e apesar da complexidade do produto, não orna fácil com qualquer coisa na sua casa. Já as bijus, são muito legais.

Comprei dois pingentes lá que por Deus, lindos! E o mais legal é que são de vidro, ou seja, feito com sopro e aquelas formas malucas de fazer coisas de vidro. Ah, só um detalhe: vidro quebra tá? Digo isso porque uma vez que fui pra lá comprei um anel preto lindoooo! Ele durou 3 dias, porque né, qualquer coisa que bati a mão, ele partiu já. Chorei e guardei os 2 pedaços durante um tempão, meio na expectativa que um dia pudesse colar e ter meu anel de volta. Passou o tempo e desisti… me desapeguei do material. Haha.

Eu queria muito ter ido até a ilha pra ir nas fábricas e conhecer todo o processo de fabricação, acho muito mágico este tipo de produção em vidro, não faço idéia de como eles fazem pra fazer esses desenhos de florzinha e etc. Pra mim é magia, é impossível que seja artesanal e não feito por máquinas!!

 Aqui tem um vídeo bem legal da fabricação dos vidros. Vale a pena ver.

É claro que tem mais coisa pra ver em Murano além dos vidros, afinal é uma mini cidade com 5.500 habitantes… é na Itália, então já saiba que tem um igreja principal, etc.O que eu acho mais bizarro das atrações de láé a Igreja de Santa Maria e São Donato que tem uns mosaicos bizantinos do século XII e que possui os “ossos do dragão que matou São Donato”. (claro!)

Mas o atrativo principal dali são os “vidros de Murano”, não os ossos de dragão. Compre vários de presente pra todo mundo, é super típico, médio caro – depende da loja e do trabalho no vidro – e todo mundo vai gostar porque é super bonito.

Anna

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30
jul
Caixa Preta: dormindo em estação de trem/aeroporto

Pra quem gosta de viajar bastante e não quer gastar muito, uma hora ou outra vai ter que enfrentar uma estadia em estação de trem ou de aeroporto, seja porque quer economizar em uma noite de hotel, seja porque conseguiu um voo de 3 euros que sai às 3h30 da manhã ou ainda porque houve algum problema climático e o voo atrasou. O fato é que: dormir nesses lugares não é muito legal.

Alguns aeroportos e estação são bem grandes e até preparados pra isso, como alguns na Alemanha, Londres e até estações de trem em Roma e Milão.  Muitos grandes aeroportos tem hotel dentro e aquelas casinhas pra dormir, eu mesma já fiquei no hotel do aeroporto do Rio depois de perder um voo… Mas o fato é que quando vamos economizar em viagem, isso sempre acontece em mini estações e aeroportos. E eu pergunto: como aguentar a isso?

1. Alimentação

Normalmente já sabemos que vamos economizar e dormir mal, então já prepare algo pra comer antes de ir pra jornada. O que acontece é que nem sempre tem lugar pra comer em pequenas estações/aeroportos. Se for na Itália, esqueça o lance 24h, isso não existe pra eles. É muito difícil encontrar. Você chega na estação e vê um café super bacana e tal. Fica feliz e quando dá 22h o treco fecha… e você chora.

Alguns aeroportos fecham de noite, e como tem voos que saem a partir das 4h e eles sabem que os pobretas compram estes voos e vão querer dormir lá, abrem galpões com 2 máquinas de salgadinhos pro pessoal. Legal? Saudável?

Regra número 1: leve um lanchinho feito em casa antes de ir pra lá. Ou não reclame.

2. Dormir

Se tem uma coisa que dificilmente você vai fazer, essa coisa é dormir. Se prepare pra ficar no chão, então se der leve um saco de dormir pra por no chão e ficar ali por um bom tempo.

Nos galpões que citei acima, sério, nem banco tem. Ou tem tipo 10 cadeiras para 150 pessoas, e com certeza você não vai ser o premiado (pela lei de Murphy). Em outros aeroportos até tem cadeira, mas daí não pode dormir nelas. Oi? Os seguranças ficam te acordando o tempo todo. Conseguir dormir num desses é ser muito ninja mesmo.

Nem comento sobre as estações de trem né? Se tem banco tá sujo ou ocupado.

Regra número 2: durma muito bem no dia anterior ou faça um curso de ninja.

3. Atenção

Taí um treco mega importante, principalmente se estiver sozinho: ficar sempre atento.

Quando viajamos levamos um monte de documentos e dinheiro (ou não haha). Tem muitos espertinhos nesses lugares cheios de turistas perdidos e desatentos. Cuide da sua mala como se fosse seu rim, qualquer um pode ser suspeito, principalmente em estação de trem que são mais abertas, centrais e de fácil acesso.

Em aeroporto acontece também, mas não tanto pois normalmente ficam afastados e o acesso precisa ser de carro e tal. Além de ter mais segurança (normalmente).

Nas estações sempre tem mendigo pedindo dinheiro e/ou fazendo dali sua casa.

Regra número 3: durma em cima da sua mala com ela toda enrolada em você. Caso durma e alguém tente puxar, vai te acordar e não vai conseguir.

4. Passatempo

Você vai passar hooooooras lá, e já sabemos que não vai dormir (só se pagar pelos hotéis internos ou aquelas cabinezinhas), e tambééém sabemos que não vai poder se enrolar dentro de algum café/restaurante legal. E aí? O que você faz? Morre de tédio?

Ahá! Tem que se precaver. Leva um livro, um mp3, um jogo da vida, um banco imobiliário, um cubo mágico… ou leva tudo isso e mais um pouco. Mesmo em mais gente, o tédio bate… e bate forte.

Eu sempre me iludi achando que “ok, a gente conversa, dorme um pouco, dá uma volta”. Sim, sempre dá pra fazer isso, mas parece que dura 10 minutos e ainda tem mais 98h pela frente de vácuo e tédio infinito.

Regra número 4: leve distração. MUITA.

5. Roupa adequada

Ah sim, porque pensa que você só vai fazer isso no verão é? E que vai ficar susse fresquinho sentado no chão geladinho? Nãnãninãnããããoooo.

No inverno é muito sofrido esperar em estação e aeroporto. Primeiro que em galpão de aeroporto você dorme no chão, ou seja, frio. Em estação também, e elas são mais abertas e arejadas, ou seja, frio. Ficar sem dormir e sem tomar/comer coisas quentinhas, ou seja, frio.

No verão é o contrário. Os lugares nunca se adaptam né? Impressionante… uma vez tive que ficar uma era cenozóica em uma estação do sul da Itália e as plataformas eram abertas. Achei que eu fosse derreter ali, na boa. E dentro da bilheteria era ainda mais quente.

Regra número 5 (e muito importante pra mim): escolha bem o outfit, porque tédio congelando ou derretendo, é ainda pior.

É basicamente isso. Um tédio sem fim, você vai passar ou muito frio ou muito calor – é inevitável -, leve uma lancheira bem completa e aguente firme, você vai sobreviver!

Anna

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29
jul
Próxima Parada: Jakarta, Indonesia
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Jakarta não parece a cidade mais turística do mundo. Nem o Lonely Planet listou os top lugares para ver e fazer por la. Mas e dai! Meu negocio e viajar e ver tudo com meus proprios olhos mesmo!
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Se não aguardo uma cidade bonita, minhas expectativas são de um lugar completamente diferente, baguncado.
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A maior mesquita do sudeste asiático fica por la, a Istiqlal Mosque. Fora isso, o monumento nacional, ou Monas são as atracoes da cidade. Logicamente eu andarei muito, irei em ruas com um pouco mais de historia, comerei comida local.
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Essa será minha primeira trip para Indonésia, vai ser bom para ver o povo, escutar a língua, ter noção de valores e moeda e questões do visto (praticamente vivenciadas).
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Fabio

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29
jul
Meu primeiro Frank Gehry

Há quem ame.

Há quem odeie.

Há quem nunca tenha ouvido falar de Frank Gehry.

Mas uma coisa é unânime: suas obras despertam o interesse e a curiosidade de todos.

Meu primeiro Frank Gehry foi o Tančící dům, em Praga, na República Tcheca. Em inglês, Dancing House. A Casa Dançante foi primeiramente denominada Fred and Ginger, em homenagem ao casal de dançarinos norte-americanos Fred Astaire e Ginger Rogers. Aí você deve estar se perguntando o que um casal norte americano tem a ver com a obra de um arquiteto canadense na República Tcheca. Pois é, não tenho a menor ideia. Na verdade, minha teoria sobre Frank Gehry é que ele inventa as coisas loucas e depois tenta dar um sentido. Não que não tenha sentido antes disso, mas eu gosto de pensar assim. Não estou criticando o cara, sou admiradora dos trabalhos malucos que ele faz.

Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa: à também apelidada Drunk House.

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O edifício da direita seria Fred e o da esquerda, Ginger. Percebam como ele está conduzindo a dança, puxando a moça com seu vestido rodado. Os pilares seriam os pézinhos e aparecem várias vezes porque o movimento de puxada dele foi rápido, assim tipo desenho animado quando mostram o personagem correndo com vários pés. A estrutura de vidro de Ginger simboliza a leveza do vestido. Sem contar a sensualidade dos corpos coladinhos. Gente, essa obra é muito boa e, além disso, permanece em harmonia com o resto da arquitetura de Praga.

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Embaixo do vestido:

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No alto do edifício existe um restaurante francês com vistas de Praga de tirar o folêgo, daí eu resolvi almoçar lá no domingo, mas quando cheguei estava fechado. Na hora eu fiquei decepcionada, pois queria muito ver a obra por dentro, só que até então eu não sabia que se tratava de um restaurante francês enquadrado na categoria 5 cifrõe$$$$$, no qual as pessoas fazem reserva para comer e precisam usar trajes apropriados. Certamente, além de ser barrada na porta por estar usando tênis, eu não teria dinheiro para pagar a conta.

De qualquer forma, um restaurante francês, num edifício tcheco homenageando dançarinos americanos é uma loucura igual Frank Gehry mesmo. Não tenho mais dúvidas.

Mariana

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