À Milanesa – parte II

E aí futuros milaneses? Preparados pra 2º parte? O post é grande, mas tem bastante coisa útil pra quem tá indo.

No primeiro falamos dos documentos da faculdade, de como ir do aeroporto ao centro, dos documentos de soggiorno, chip de celular e aquela noção básica de tudo que todo mundo quer saber.

Como bons brasileiros que somos, temos muito medo de andar na rua, de assalto e etc. Já vivemos com medo… mas lá o esquema é outro. Ok, não vamos deixar de ser realistas, é uma cidade grande habitada por pessoas, ou seja, é impossível que não aconteça nada, nunca. Pode acontecer? Sim, pode. Mas não dá pra viver pensando assim, senão não saímos até a padaria nem aqui! Lá é infinitamente mais seguro. Mas assim… infinitamente. No começo eu tinha mais receio de andar por lá, até porque não conhecia as regiões, mas fui percebendo que lá não precisa viver nessa neura. Eu morei durante um ano em Milão. Ouvi DUAS histórias: 1 assalto (que todo mundo saiu atrás do ladrão e pegaram a bolsa roubada) e 1 estupro.

Só pra contabilizar de novo:

1 ano = 2 histórias

Dá pra ficar relaxar um pouco, vai…! De fato tem alguns pontos da cidade que não são muito aconselháveis, e óbvio que uma menina sozinha na rua às 4h da manhã não é 100% seguro em nenhum lugar, BUT, tirando a região de Bovisa – onde eu morava, inclusive – o resto é muito confiável. Pra se ter idéia, o metrô acaba 00h e volta ás 6h. As baladas acabam às 4h. Sobram aí 2h certo? Nós esperávamos na rua, passeando ou sentados em um banco ou, quando dava, dentro da estação.

Em Bovisa o problema é que moram muitos armenos e marroquinos, e são eles os “problemas” de Milão. São eles que vivem na miséria, que são vendedores ambulantes, mendigos… Sem contar que armeno tem uma cara tãão mal encarada… coitados, já é natural deles eu acho. Hehe. A região é quase metropolitana e por isso é bem mais barata, longe do centro.

Eu morava ali por causa da faculdade e porque era mais barato pra morar em um apartamento decente, grande e não caindo aos pedaços. Nunca vi/ouvi/aconteceu nadica de nada. Sim, eu procurava não andar sozinha de noite e prestava atenção em ruelas menos movimentadas de dia, mas no mais é muito habitável.

Já aproveitando o gancho ali do metrô, a carteirinha de estudante é uma coisa maravilhosa de Deus! Para pessoas normais, a tarifa é de 1 euro para cada trecho ou 3 euros para o dia inteiro, bilhete giornaliero. Enquanto você ainda não fez a sua carteirinha, compre esse de 3 euros, pois pode andar em qualquer linha, ônibus ou tram durante o período de 24h. E é 24h mesmo, não é tipo comprei as 16h e dura até 00h, é comprei as 16h de hoje e vai até as 16h de amanhã. Muito bom né? A maioria dos lugares tem validade até 00h.

Bom, com a carteirinha ATM você paga 17 euros por mês – dá pra “abastecer” em qualquer caixa de bilhete eletrônico, é só escolher a opção mensal – e pode usar a vontade qualquer transporte da cidade. Pra fazer a sua é só ir no escritório que fica na parada Duomo. Ali é bem grande, pergunte onde é a salinha. Lá é bem tranquilo. Você tem que levar alguns documentos, comprovante de estudante, carteirinha da faculdade… algumas coisas assim, realmente não lembro de tudo e o mais importante, uma foto 3×4.

Aí é só preencher um papel e fim! Ela demora uns dias, mas nada descomunal… tipo 3 dias algo assim. Dá pra sobreviver na boa.

Ah, você pode colocar os créditos quando quiser. Digamos que não vai usar dia 1º, nem dia 2 e nem dia 3… não tem problema. Quando for pegar o metrô, você coloca – senão nem entra mesmo, he.

Outra carteirinha que você tem que manter sempre na carteira, é a da faculdade. Lá tem muita coisa de desconto pra estudante. Só mostrar e tchans!

Além dessa, tem uma outra abençoada, chamada International Week. Essa você faz em qualquer lugar que tenha festa desse nome. É assim, todo dia da semana, um bar/balada abre as portas com desconto pros estudantes internacionais. Eu fiz a minha na hora lá no Old Fashion Café (falamos dos bares aqui). Na minha época funcionava assim: ou não pagava nada, ou paga 10 euros em 2 bebidas. Sem entrada para nós. Aeeeee!! Vale a pena pegar as 2 bebidas viu? Lá dentro as bebidas são mega caras. No Old Fashion era tipo 10 euros qualquer bebida: água, cerveja, drink, champagne…  Aliás, sempre que dava, levávamos na bolsa. (não sei se devia contar isso aqui… mas enfim).

Era ótimo porque era assim:

Terça – Old Fashion Café

Quarta – Gioia 69

Quinta -The Club

Sexta – não lembro (perdão)

Sábado – Rolling Stone

Ainda falando em carteirinhas, faça uma desses grupos de estudante internacional, a ESN, na sua própria faculdade. Você paga 10 euros por ela e sempre tem umas excursões e tal. Bom fazer. Sua carteira vai ficar cheia, mas é bom garantir uns descontos né? Eu tinha uma do mercado também, mas eu ia bem pouco nesse, nem me ajudava muito.

Quem quiser não andar de metrô e entrar naquele climão europeu, dá pra comprar bicicleta. No invernão é meio tenso, mas bici é baratinho lá. Tem sempre muita gente vendendo. Nada tipo caloi rosa com cestinha e buzina… normalmente são mais velhinhas. É questão de sair perguntando por aí ou procurando anúncio em faculdade.

Ai, o post já ficou grandão de novo. Vou dividir em maaaais um tá? Ainda quero falar das regiões da cidade pra vocês procurarem apê.

Anna

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31
ago
Top 3: lugares que (ainda) não conhecemos

Quem gosta de viajar sabe que isso vicia.

Quando, finalmente, você compra as passagens para a próxima viagem, você já pode quase riscar aquela da sua lista de desejos e ir pensando na próxima e na próxima e na próxima. É assim mesmo, não tem jeito. Quanto mais viajamos, mais queremos viajar e quando conhecemos os lugares que tanto queríamos, logo já surgem outros para preencher a listinha.

Hoje vamos listar aqui o top 3 dos lugares que (ainda) não conhecemos. Se vocês já visitaram algum desses lugares, deixem dicas para nós!!!

Mariana

Desde pequena meu sonho sempre foi conhecer o Egito, por causa das pirâmides e de todos aquele mistérios e magia do Egito, mas nunca fui porque acho que deve ser meio complicado mulher viajando sozinha em país árabe. Mais recentemente, esse sonho de conhecer o Egito foi desencantando quando eu descobri que as pirâmides são no meio da cidade praticamente, e não no meio do deserto depois de camelar algumas horas. Mas como eu estou na vibe de país árabe, eu adicionei os Emirados Árabes aqui na minha listinha. Na verdade eu queria mais conhecer os Emirados Árabes mesmo, mas como não quero perder minha fama menina-que-quer-conhecer-o-egito, deixei os dois aqui juntos em primeiro lugar.

Ah Moscou… nunca nem cogitei ir pra lá porque eu só vou conhecer Moscou quando eu tiver muito dinheiro. Dinheiro o suficiente para pegar o trem até Pequim, parando em várias cidades no caminho e, lógico, na primeira classe. Mas tem que ser no inverno, para matar todas as minhas vontades de uma vez só. Alguém mais sentiu que eu não vou concretizar essa viagem ou só eu? Hehehe. Sonhar não faz mal a ninguém…

Machu Picchu saiu no tapa com várias cidades para conseguir a posição de terceira colocada no meu ranking. Sempre quis muito conhecer, apesar de não ser muito o estilo de viagem que eu realmente gosto de fazer, mas está aí tão pertinho de nós que eu acho que vale a pena ser visitada, além de ser uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

Anna

Eu preciso ir pro Ushuaia porque: adoro neve e esquiar; adoro frio; é na Argentina e adoro a dita cuja; e porque o lugar é conhecido como fim do mundo! Tem coisa mais legal do que ir pro fim do mundo? Faz anos que quero ir pra lá e nunca tenho companhia. Alguém!?

Não estou imitando a Mari, mas sempre quis ir pra Rússia também. Claro, como sempre nunca tenho companhia, além de que pra lá eu não quero ir no inverno, porque é muito tenso… e é muito muito caro. Não a passagem em si, que é o preço normal, mas as coisas lá são absurdas.

Mas quem quiser ir pode me convidar, a gente leva barra de cereal e água na mochila e dorme em couchsurfing e anda a pé pra economizar. He.

Quero muuuuuuuuito conhecer a maluquice do Japão. Deve ser um impacto cultural muito grande. Sempre quis ver aqueles jovens coloridinhos, os templos, a educação, as paisagens e comer grilo. Tá, esse último é mentira, sei que lá eu vou passar comendo bolacha água e sal do mercado, haha.

Além de ser um destino caro porque é muito longe, dá bastante preguiça das 567h de voo, e eu tenho bastante receio de ir sozinha pra um país assim, com cultura tão diferente. Teria que ir em grupo, com guia, principalmente por causa da língua.

 

Alguém tem interesse em comum por esses lugares que citamos? Quem sabe descolamos companhias para uma viagem em grupo! Nunca se sabe, né. Já conseguimos viajar em grupo para Nova Iorque e foi bem legal. Até hoje eu quase nem acredito como deu tudo tão certinho. Graças a um bom planejamento e ao gmail! 

Mariana

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30
ago
Candelária – a nossa

Esses dias falei do bairro La Candelaria em Bogotá e achei justo falar da nossa Igreja da Candelária lá no Rio. Por que não?

A história da construção desta igreja é que um casal estava navegando com seu navio de nome Candelaria, e quando estavam no mar, passaram por uma mega tempestade. Para sobreviver  à isso, fizeram uma promessa de construir uma igreja quando estivessem salvos da tormenta. Assim que o navio aportou no Rio, eles mandaram construir a igreja. Isso aconteceu em 1609, segundo dados históricos.

No começo ela era bem menor, mas com o passar dos anos foi sendo reformada e ampliada, até chegar à estrutura que tem hoje. Algumas partes da cúpula foram feitas em Lisboa, e quando foi concluída em 1877, era a construção mais alta da cidade.

Conheci a Igreja este ano quando fui pela primeira vez ao Rio de Janeiro. Apesar de toda a história triste do local e da região ser um pouco perigosa, achei muito linda, realmente não achei que seria tanto.

Pra quem não conhece ainda, na entrada tem um desenho na calçada representando os meninos mortos na chacina de 93. É bem triste, dá uma coisa ruim e tal, mas achei válida a homenagem – pena que era para algo triste.

Lá dentro, pura ostentação. Como toda igreja, ela era bem fria. Claro que para curitibanas derretendo no calor lá fora, entrar foi um alívio. He.

Fiquei bem surpresa com a beleza de tudo e o que achei muito legal foi ver a restauração do piso de uma parte ali no canto. Que trabalho! Tudo no detalhe, o cara juntando pecinhas com o maior cuidado. Ficamos um tempo observando o trabalho dele, acho que ele não deve ter curtido 3 turistas vendo ele trabalhar.

Aliás o trânsito ali em volta é O caos. Na boa, vá a pé!

O que achei interessante saber é que uma época aí eles queriam virar a igreja de lado, pois quando foi construída, ficou de frente pro mar, mas depois o crescimento da cidade fez a avenida passar por trás, e ela fica de costas pra tudo.

Mas ia dar muito trabalho e abalar muito a estrutura. Ainda bem que desistiram. Imagina o risco de fazer isso! Idéia de girico.

Anna

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29
ago
Pierogi na Polônia

Se você gosta de comer bem, de ser bem tratado e de gastar pouco, vá para a Polônia.

Para começar, a moeda deles, o Zlóti, é desvalorizada em relação ao Real e, mais ainda, em relação ao Euro. Então na Polônia você é rico gastando pouco.

Minha primeira refeição no país foi o Pierogi, lógico. Como de praxe, todo viajante deve provar a comida típica do local que visita. Como eu sou vegetariana, tenho algumas limitações, então quando a comida típica de um país tem opção sem carne, eu tenho mais é que aproveitar. E foi assim na Cracóvia.

Na praça principal do centro histórico, conhecida como Stare Miasto, existem milhões de restaurantes, com as mesas colocadas ao redor da praça e todo aquele clima festivo e pessoas passando o tempo todo. E é ali que se localizam os maiores, melhores e mais cobiçados restaurantes da cidade.

Escolhi um deles ao acaso, sentei na praça e pedi o cardápio, já pensando que teria que desembolsar milhões. Se na Suíça você gasta o equivalente a R$120 por pessoa para comer fondue em um restaurante mais ou menos, se prepare, porque na Polônia você gasta o equivalente a R$30 para comer pierogi em um restaurante TOP!!

Quando vi os preços até cheguei a pensar que eu tinha escolhido mal e que aquele devia ser o pior dos restaurantes da pracinha, mas não! Era uma delícia.

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Todas as minhas outras refeições foram feitas na mesma praça, cada vez em um restaurante diferente e até encontrei uns mais baratos que esse primeiro. E não tenho nada a reclamar de nenhum deles. Eu garanto que é possível entrar em qualquer um deles, comer bem, gastar pouco e sair feliz, porque, além de tudo, o atendimento é ótimo.

Ainda, nos dias que eu estive lá estava rolando o festival do pierogi e, bom, se você quiser comer quase de graça mesmo, é lá que você tem que ir. As barraquinhas são cheias de opções, dos tradicionais aos doces e o preço é tão, mas tão barato, que uma bandejinha com 6 unidades, no melhor estilo Pierogi do Tadeu, custa uns R$2 e também é uma delícia. Sim, sim, comer foi uma das coisas que eu mais fiz na Polônia.

O Festival do Pierogi acontece anualmente no segundo final de semana de agosto.

Mariana

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28
ago
Torre do Rio Danúbio

Clássico para as cidades planas é ter uma torre na qual seja possível ver a cidade lá do alto.

E como seu sempre digo, é importante ver a cidade do alto, mesmo que seja da sacada do seu hotel!

Não foi a toa que eu passei meu último dia em Viena na roda gigante a noite, eu queria era fechar o ciclo, pois o meu primeiro dia em Viena também foi do alto. Do alto da Donauturm.

“Hoje finalmente pude ter meu primeiro dia de turista. Até então só estava correndo com as outras coisas. Eventualmente passei por alguns locais turísticos, mas não pude apreciar nada.

Escolhi a Torre do Rio Danúbio para começar porque eu adoro altura. E acho bastante interessante ver a cidade do alto, como se organiza, o sistema viário, o zoneamento, as áreas verdes… por falar em áreas verdes, existem muitas delas aqui. Isso é muito bom, principalmente com esse calor que faz por aqui.

Essa é a Donauturm, com seus 252m de altura.

A Torre fica no Donaupark, um parque muito bonito e cheio de coisas para fazer. Existe um trenzinho que percorre todo o parque, que é enorme, existem áreas para jogar tênis, minigolf, andar de skate, fazer churrasco, piquenique, brinquedos para crianças. Sem contar nos lindos e coloridos jardins. É realmente maravilhoso! A foto do jardim abaixo foi tirada do restaurante giratório no alto da torre, onde eu almocei. O restaurente é bom, mas, como era de esperar, caro. Acho que é bom sempre economizar em umas coisas pra poder extravasar em outras como essa. O tempo para dar um giro de 360° é de uns 45 minutos e realmente não dá pra sentir, você só percebe que está girando mesmo devido a mudança da paisagem.

Outra coisa que me impressionou bastante, não só no parque, mas em todos os lugares, é a quantidade de crianças. É incrível como existe criança aqui. Eles estão em todos os lugares, nos museus, nas óperas, nas ruas, nos parques, no metrô, no ônibus, nunca vi tantas na minha vida. E andam sempre em grupos. Deve ser algum tipo de passeio de férias.

Queria muito ter brincado com elas nessa hora. Hehehehe.”

Já perceberem que turista adora restaurante giratório?! Várias cidades possuem restaurantes giratórios e eu duvido muito que os nativos almocem/jantem neles.

O valor para subir na torre é 6,90€, mas existem opções de combinar ingressos para várias atrações e o preço sai mais em conta. Maiores informações aqui.

Mariana

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27
ago
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