Milongas

Depois da noite quase 100% fail nas milongas, eis que o taxista nos salvou. A indicação dele foi o Club Gricel, um lugar típico e que com certeza estaria aberto. Como já estávamos rodando a cidade atrás de um bom lugar para dançar, não custava nada tentar mais um e tentar salvar a noite.

Posso dizer? A noite foi salva! O lugar era bem bacana, super típico e deu para aproveitar bem. A casa fica na Calle La Rioja, 1180 e esse até tem uma placa na frente pra você conseguir identificar.

Não tem um caixa super moderno como nas casas noturnas daqui. Você entra e tem uma mesinha e você paga com dinheiro. A entrada custa $ 25 de 2a a sábado e aos domingos custa $ 20. Eles tem uma programação diferenciada para cada dia da semana. Aqui você pode ver tudo direitinho.

O club é mega tradicional como já falei, a faixa etária é mais velha mas todo mundo dança. E é bom você saber que não vão vir homens na mesa te tirar pra dançar. Lá o lance é o cabeceo, ou seja, você faz contato visual e eles mexem a cabeça indicando a pista. Você pode aceitar ou recusar na boa. Outra coisa que acontece nas milongas é que você dança 3 músicas seguidas com a mesma pessoa. Funciona assim: começa a tocar e você vai pra pista. Aí fica dançando até que toquem uma música nada a ver que te obriga a voltar pra mesa. Aí começa outra rodada e você vai dançar com outra pessoa.

Isso tudo é muito tradicional. É legal conhecer, ainda mais se você dançar um pouco de tango.

O pessoal é muito simpático e como a faixa etária é mais alta, dançamos com senhores e o engraçado é que todo mundo conhecia Curitiba e achava o máximo que éramos brasileiras. Perguntei para alguns senhores ha quanto tempo dançavam. A resposta? “Ah… desde sempre, nem lembro quando comecei.” Oi? Na boa, eu danço há um ano e os caras dançam a tipo, 60. Uma experiência… uma experiência…

 No domingo acabamos indo em dois lugares (olha que saidinhas!). Tudo começou porque de tarde fomos na feirinha de San Telmo. Passeando aqui e ali, vimos que tinha um lugar que tinha aula de tango por $ 15 e pratica por $ 5 pesos. Ah… por que não? Fomos conferir e dançar um pouquinho. Assim, meio duvidoso… o local era do Movimento Afrocultural. (não comentem)

O professor era um gringo – americano acho – e a parceira dele era argentina. Tinha muito iniciante na aula e a maioria gringo. Na boa, tinha uma menina fazendo aula de tango de Havaianas. Será que deu certo? Tinha um casal de algum país tipo Eslovênia que dançava super bem, mas também eram os únicos.

Nesse lugar quase não dançamos, pois tinha muito turista em casal. Dancei com uns três, sendo que um deles, um vovô idiota, conseguiu irritar todas as mulheres do local. O cara mega se achava o campeão mundial e não conduzia porcaria nenhuma e brigava com as mulheres. Mas claro que eu não deixei passar. Subia nas tamancas, rodei a baiana e deixei o véio sozinho na pista. Foi engraçado na real. Mas pô, se liga né? É uma prática, ninguém é master, muito menos ele.

Essa foi minha experiência brigando com um argentino, já posso riscar da lista de coisas para fazer antes de morrer.

O segundo lugar que fomos no domingo foi só o melhor da vi-da! Era o La Viruta, que já tínhamos ouvido falar por lá. O lugar é sensacional, mas não tem nenhuma indicação com placa. Ele fica dentro do clube Armeno e no andar debaixo. Lá dentro tem um banner com uma seta, mas do lado de fora o máximo que vai achar é um desenho no chão com passos de tango. Taí a sua referência.

Essa casa é mais jovem do que o Gricel e lá o pessoal te tira pra dançar na mesa. A noite argentina começa meio tarde e lá é igual, é de 00h pra cima. Aliás, depois da 1h você não paga pra entrar. Antes disso é $ 28 pesos, e de qualquer forma não é caro. Lá você pode dançar 1 ou 2 músicas com a pessoa se quiser, o tango toca direto sem as rodadas como na milonga tradicional.

Pô, lá dancei com uns caras muito bons, e depois um deles me disse que os dançarinos profissionais saem dos shows e vão pra lá dançar mais um pouco. Tá legal que depois das 3h você está no meio de gente profissa e fica com inveja dos passos, mas tudo bem.

O La Viruta abre todos os dias e tem aula de dança antes pra quem quiser. Aqui está o link direto para os horários e preços das aulas. O clube Armeno fica na Calle Armenia (há), 1366 em Palermo Viejo. Se quer saber, é o lugar que eu iria toda noite se morasse lá.

E por último, passamos em outro lugar bem bacana chamado Club Canning, basicamente o único lugar decente e legal que abre nas segundas. Não tem placas, é apenas uma portinha de vidro embaixo de um prédio e tem um adesivo colado:

Bom, vide adesivo o endereço é Calle Scalabrini Ortiz, 1331, em Palermo Soho. A casa é bem jovem também, pelo menos segunda feira 00h só tinha gente da minha idade chegando. Pensa que lá era segunda não de feriado, e a casa estava cheiaça.

Não chegamos a dançar neste lugar, já estava com bolha nos pés, mas a casa estava bem cheia e pessoal mais jovem. A “bilheteria” é ali naquela mesinha da foto da esquerda com umas pessoas na frente. A entrada é barata também, em torno de $ 20 pesos. Fiquei com vontade de dançar lá, vou ter que voltar.

Anna

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30
nov
Barreado

Esses dias eu e mais um amigo fomos pra Morretes de trem, lembram? Bom, e quem vai pra Morretes tem a OBRIGAÇÃO de comer barreado, vulgo a melhor comida da face da Terra.

Pois bem, lá tem umas 897 opções diferentes de restaurantes pra você ir, e um do lado do outro tudo agrupado no centro histórico. O mais conhecido deles é o restaurante Madalozo, que é enorme, tem barreado e frutos do mar e fica em uma casa em cima do rio, então a vista é bem bonita.

Não é do mesmo dono do Madalosso daqui de Curitiba e nem tem o mesmo propósito, mas é enorme também. Já fui algumas vezes lá e a comida é ótima, mas o preço é um pouco mais salgado e as vezes tem que esperar uma mesa vagar, ainda mais se chegar tipo 1h da tarde, que todos os turistas famintos correm pra lá.

Como somos diferenciados, escolhemos outro lugar para comer, o Empório do Largo. A entrada é bem modesta e tem uma plaquinha pequena em cima.

Só que lá dentro é tudo muito lindo! Tem a opção de comer lá fora (que queríamos muito, mas não tinha lugar mais) ou dentro que era super lindo e bem fresquinho também.

Gracinha né? Mas o que interessa é que o preço é bem bom. Só o barreado é R$ 19,00 e barrado + frutos do mar é R$ 25,00. Como queríamos só nos entupir de barreado, optamos pela primeira opção. No pedido vem: cumbuca de barreado (dã), arroz, farinha, banana normal e banana milanesa.

Antes de tudo vem um pãozinho com molho básico. Mas não nos entupimos com isso.

A comida estava bem boa só que na primeira vez que veio, o barreado era mais água que carne. Aí pedimos para repetir a dose, porque você pode ficar pedindo quantas quiser. Aí já veio melhor e nos esbaldamos.

Se você POR ACASO ainda não sabe/experimentou barreado, aproveita e vai pra Morretes conhecer esse clássico aqui do sul.

Se ficou interessado, a gente coloca aqui um link com a receita bem certinha. Se prepara, porque demora um tempão!

Anna

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29
nov
Demissão – O inicio da liberdade
Desde o dia que me propus a vir realmente trabalhar em Singapura, o fiz com a ideia de me aproximar da Ásia, e de fazer do meu sonho de viajar livremente pelo Sudeste Asiático se tornasse realidade.Se o primeiro passo era vir, o segundo economizar o terceiro passo, o que vai tornar quase tudo possível também foi dado: pedir demissão!

Sim, um dos momentos mais esperados pelos loucos por viagem! A conquista da liberdade! No meu caso e a demissão, em outros um ano sabático, para outros ferias mais longas…mas não importa o que seja, esse momento e marcante!

Agora a brincadeira começa! Terei dois meses para me despedir, me preparar, desanimar, animar, economizar, sorrir a toa!

E qual meu plano?
Simples, com 20 mil reais rodar o máximo possível na Ásia!

Por onde?
Sudeste Asiático (Singapura, Malaysia, Filipinas, Indonésia, Tailandia, Camboja, Laos, Vietnam), Índia, Nepal e Paquistao!

Não e uma volta ao Mundo. Ele e muito grande para apenas um ano ne!

Quanto tempo?
O máximo possível. A ideia inicial e mirar em um ano inteiro.

Comeca quando?
Janeiro ou fevereiro de 2012!

O que você espera dessa viagem?
Liberdade!

Tem objetivos?
Sim! Angkor Wat no Camboja, mergulho em Koh Tao e Sipadan, Palawan nas Filipinas, Halong Bay no Vietna, Mekong no Laos, Annapurna treck no Nepal e ver a Índia!

Vai ficar um ano viajando? Fazer o que da vida depois seu vagabundo preguicoso?
A ideia de liberdade não combina com stress e preocupacoes. Essa eu penso e respondo depois!

E isso ai! Liberdade, viagem, mergulho, Asia! Sonhos se tornam realidades!

Já disse Jack Johnson e uma das suas melhores musicas: “Don’t let your dreams be dreams!”

Fabio

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28
nov
Teatro Colón

Uma das minhas maiores frustrações das outras idas a Buenos Aires era o fato de nunca ter conseguido entrar no Teatro Colón. Mas tudo mudou agora. YES!

Depois de 4 anos em reforma, o teatro finalmente reabriu com horários normais e todo mundo pode ir e achar tudo lindo também. Na realidade a parte de fora ainda está em reforma, mas isso é só um detalhe, porque o mais bonito fica dentro mesmo.

O preço não é super barateza, e a visita é guiada, não tem a opção de entrar sozinho e passear lá dentro. Os grupos saem a cada 50/60 minutos e se quiser você pode comprar pra usar no dia seguinte, por exemplo, só que com hora marcada. Isso caso você chegue e o próximo grupo demore 1h pra sair… aí não vai querer ficar esperando no hall não é mesmo? Já que dá pra agendar, melhor. Ah, a entrada custa $ 60 pesos, cerca de R$ 30 (varia de acordo com o câmbio atual, claro).

Se vale a pena? Bom, com as fotos aí de cima já dá pra ver que sim, vale muito a pena. O lugar é um absurdo de lindo e a guia conta toda a história do local. Como a construção do teatro passou pela mão de três arquitetos, os estilos são misturados. Ali no hall, onde tem a escada com três cores, é porque são três tipos de mármores diferentes.

Aliás, apesar de que a Av. 9 de Julio passa ali “na frente”, aquela parte é na realidade a parte de trás. Quando o teatro foi construído, não tinha a mega avenida ali. A entrada acontece do outro lado, em frente a uma pracinha. E a entrada de visitantes é pela lateral.

Lá dentro é de ficar sem palavras, olha que lindão e enorme:

O legal é que parece que é ultra caro assistir uma ópera lá né? Mas não é! Os preços vão de $ 5 até $ 200, super viável. Tem muito lugar e os únicos que não podem ser reservados são os dos presidentes e governadores. Estes são usados apenas por eles e convidados dos mesmos. No tour, eles levaram a gente até lá. É uma sala bem grandinha até, e dá pra ver a orquestra e o palco bem de pertinho.

*as fotos estão escuras, mas não pode usar flash lá dentro…

Tão vendo essas portas aqui embaixo? Então, esse é o corredor que leva a cada um dos camarotes. Imagina abrir tudo isso antes dos espetáculos e depois fechar tudo? Sim, eu penso nessas coisas… hahaha. Pensa que são 7 andares assim… pensa!

Outra coisa que achei bem legal é esse teatro é o 3o com a melhor acústica do mundo, e ele tem efeitos especiais e tudo. No teto tem um lustre lindo, e pra quem não sabe, em cima do lustre tem um espaço que comporta sete músicos. Dessa forma dá pra fazer sons saírem do teto, tipo como se fosse a voz de Deus falando e essas coisas. Deve ser muito incrível!

Quer mais uma? Lá dentro na arquibancada tem, nas laterais, uma gradinha. Ali ficavam as viúvas que não podiam aparecer na sociedade e tinham que resguardar o luto. Elas ficavam ali para ver as óperas sem serem vistas. Hoje em dia guardam alguns instrumentos apenas.

Também fiquei sabendo que os figurinos são todos feitos lá. Embaixo do teatro tem mais três andares de costura. Lá fazem as roupas, sapatos, perucas, também alguns ensaios… super né? Já no começo da visita tem na entrada do teatro algumas peças antigas em exposição.

E pra finalizar com chave de ouro, vamos mostrar fotos EXCLUSIVAÇAS de lá. Aham, isso aí. Tem um andar que não pode ser fotografado, mas somos muito fora da lei e burlamos o sistema. Consegui tirar algumas fotinhos e vou mostrar pra vocês o salão dourado, que é lindo de-mais. Ele foi todo restaurado e tem uma parte que eles deixaram como antigo ainda, pra mostrar a diferença do que o tempo fez com a restauração. Bem legal isso, mas infelizmente essa parte não deu pra tirar foto porque a guia estava bem na frente.

De qualquer forma, as poucas fotos que consegui já valeram!

Agora na próxima ida, quero assistir uma ópera lá. Pra quem quiser visitar, o teatro fica na Calle Cerrito, 628 (essa é a rua da entrada de verdade), a parte de trás fica na Av. 9 de Julio (provavelmente a rua onde vai conseguir achar), como já falei. A entrada das visitas é pela Calle Tucumán, 1171. Funciona todos os dias das 9h às 15h45 (horário que entra o último grupo). Tem visitas em inglês e espanhol, só confirmar os horários porque são diferentes. No site tem tudo bem certinho.

Anna

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27
nov
La Morenita: uma idéia sensacional

Eu não gosto de café, mas acho que 98% das pessoas que vão ler este post vão achar sensacional o que encontrei no mercado em Buenos Aires. Como não sou fã, na hora fiquei na dúvida se achava super legal, se era nada a ver ou se já tinha aqui… mas quando minha amiga viu isso na prateleira, já entendi tudo. Era sensacional e não tem por aqui.

Sabe o que? Café em saquinho!! Tipo chá. Fala sério, é sensacional não é? Vimos duas marcas por lá, a La Morenita e a La Virginia. Acabei comprando a da La Morenita pros meus pais porque gostei mais da embalagem (sim, eu escolho coisas pela embalagem) e o preço era basicamente o mesmo.

Na caixa vem 20 saquinhos e o preço varia entre $ 10 e $ 14 pesos, depende do mercado.

Fizemos esses dias lá em casa e no rótulo dizia que deve deixar de 2 a 5 minutos e que já vem com açúcar. Meus pais deixaram os 2 minutos e boatos que ficou um pouco fraco, então realmente é mais esquema deixar mais tempo para um café mais forte.

O produto foi aprovado pela família, sem contar a praticidade disso, de não precisar de uma cafeteira e tudo o mais, só uma água quentinha.

Bacana isso não é? Quem viu já pediu pra eu trazer um carregamento da próxima vez.

Anna

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26
nov
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